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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

CANÇÃO DO EXÍLIO


Abnício palavras a proligerar em sons
Vazio é seu olhar ao ouvir-me
Ecos batem. Não ultrapassam o que é sáxeo
Ouça seu coração. Nele se esconde sua essência
Não seja ilacrimável a eclipsar sentimentos
E buscar no silêncio das flores seus próprios espinhos
Cante com amor e as rosas se abrirão para você
Do ínfimo à cúpula a exilar-se no vazio
Não se mate. Salve-se cante e floresça
Ouça a consonância da cenestesia
E se abra flóreo sem deluzir-se na escuridão do mundo frio
No obscurecimento do silêncio em elipse
Separe-se do vazio a misturar-se em dores
No alvorecer seja lucerna a incender o dia
Expanda-se como o vento
Ninguém o vê, mas todos conhecem seu cheiro
Gosto amargo de rosa seca
Nos quatro cantos de um sorriso
O canto venta enquanto o riso quebra o encanto.

Pablio Motta

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