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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

AMPULHETA MOVEDIÇA

Leio no sol a direção do vento
Que trinca o tempo furtivo
Bate e descarrila
Na síndrome dos vagões
o efeito dominó
Nesta vida que saiu dos trilhos.

Pablio Motta

2 comentários:

  1. A areia raleou-se na ampulheta
    Pequenas letras, sons, ecos
    sopros e explosões de poeira
    Redemoinhos de sussurros

    Um de seus nomes se foi
    Aquele seu sorriso favorito
    Velhos hábitos e cacos de vidro
    Todas as horas já vencidas

    O concreto evaporou-se
    O horizonte lhe fez colar
    E ela parou de correr
    Escorregou e dormiu.

    (Flávia Lara)

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    Respostas
    1. Muito bom filosofar sobre o tempo.... Bela poesia

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