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sexta-feira, 15 de junho de 2012

ENGANANDO O TEMPO


O telefone está mudo e as cortinas gritam
O silêncio da sala, sentado no sofá
Espera.
Olho para o relógio
As horas passam pela janela
As janelas cansam a paisagem
O tempo dorme.
Por que meu amor não me liga?
O telefone parado parece quebrado
Quem cortou a conexão?
As horas passadas alongam o tempo
De quem espera.
Esperar é cortar as amarras da paciência
Ou simplesmente roer as unhas
Após esperar várias horas em vinte minutos
O telefone tocou
Era engano.

Pablio Motta