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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

CAFÉ FILOSÓFICO E CUBOS DE GELO

Chovia.
Nesta tempestade um trovador
Acendeu solidão híbrida
Embebedou-se de utopia
Ao relembrar o juramento dos poetas mortos
Tradutores do silêncio
Divisores do infinito no grito dentro da imagem.

Chovia.
Ao colher a doçura em flores mortas
E folhas secas
A inspiração flutuava
Como se a poesia se desprendesse das letras
E o silêncio não precisasse de tradução.

Chovia.
Nostalgia, êxtase, magia.
Nesta cortina ilusória dos tempos
Que separa os mundos
Uma vírgula.
Todo este oceano é um martírio à alma.

Dentro de mim um grito
Absorvendo tudo como se fosse um dilúvio
E la fora apenas, chovia.

Pablio Motta

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